Como foi nosso 5º Parangolé da Cultura na Universidade

porLeticia Abreu

Como foi nosso 5º Parangolé da Cultura na Universidade

Mais uma edição do Parangolé da Cultura na Universidade aconteceu no último dia 29.

Quinto Parangolé da Cultura realizado pelo CCJE no Salão Moniz de Aragão no dia 29 de Outubro. Foto de Eneraldo Carneiro.

Dessa vez, o foco foi nos encontros e diferenças entre extensão e atividades culturais e nossos convidados foram Ivana Bentes, Pró-reitora de Extensão da UFRJ; Maria Dias, produtora cultural da UFRJ; Sandra Becker, coordenadora de extensão do CCJE; Professor Felipe Addor, Diretor do NIDES – CT; Pedro Bicalho, coordenador de extensão do CFCH; Maria Clara Martins, coordenadora de extensão do CLA; Silvia Lorenz Martins, coordenadora de extensão do CCMN e Aline Posch representando o CCS. Ao final da conversa houve apresentação do Grupo Moitará.

A universidade, de modo geral, ainda considera de forma diferente as bases da produção de conhecimento na universidade ou o tripé acadêmico, composto pela extensão – ensino – pesquisa. A extensão é um “pé” ainda novo dentro da UFRJ, ela contribui para que estudantes observem o impacto social de algumas ações universitárias e promove conexão interdisciplinar, além de ser um espaço de troca. Um bom exemplo dessa troca é a SIAC. Dessa forma, a extensão é, também, uma via de mão dupla que se adapta, cria e transforma espaços, tanto levando conhecimento da universidade para a cidade, quanto trazendo de volta através de seus envolvidos.

29/10/2019. Encenação de Érica Rettl, do Grupo Moitará. Foto de Eneraldo Carneiro. Foto de Eneraldo Carneiro.

A extensão se apresenta de maneiras diferentes dentro da nossa universidade, instituindo uma outra cultura de relação, esse hábito de fazer extensão precisa ser melhor difundido. Dentre os tópicos levantados durante o debate, os mais significativos se reúnem apontando a falta de articulação entre a política cultural e a extensão na UFRJ. Com 192 ações de cultura – dentre elas cineclubes, exposições, performances, contações de histórias, peças de teatro, espetáculos de dança, concertos e seminários -, a Pró-Reitoria de extensão tem um vínculo forte com as atividades culturais praticadas na UFRJ. No entanto, a dificuldade de divulgação, engajamento, articulação e compartilhamento entre centros diminui o diálogo e a integração com a cidade.

As atividades culturais, não só atividades artísticas ou recreativas, vão um pouco mais além do que essa circunscrição, que tem reconhecimento comum. Assim, para as atividades culturais, importa a mudança de significado e a alteração da frequência dos repertórios. É, dessa forma, ação de atuar, como contraparte da extensão, bem como da graduação e da pós-graduação. Os seus métodos de abordagens, os estabelecimentos de planos e de ações e a definição do público-alvo, contudo, são sempre mais próximos dos mesmos indicadores da extensão. Isso talvez se deva ao fato de que um dos elementos da extensão é também a comunicação do conhecimento. E, portanto, de alteração de significado.

A criação de mecanismos que otimizem o acontecimento das ações da extensão e das atividades culturais, tais como uma plataforma de divulgação de eventos intra e extra-muros universitários – uso mais engajado da Rádio, considerando o grande potencial do canal de divulgação da UFRJ – e o mapeamento e levantamento das atividades e equipamentos culturais na universidade, foi a principal sugestão de desenvolvimento de integração e engajamento da cultura com a extensão na UFRJ.

29/10/2019. Venício Fonseca, do Grupo Moitará, apresentando os tipos de máscaras teatrais. Foto de Eneraldo Carneiro.

Como os assuntos dessa importância não se esgotam com uma única roda de conversa. Se afirmou a necessidade de manutenção das conexões e diálogos a esse respeito.

Ao final, o Grupo Moitará apresentou uma cena-poema, compartilhando um pouco sobre a linguagem da Máscara no teatro, técnica ainda recente no Brasil. Resultado de um processo de pesquisa, confecção e desenvolvimento de pensamentos e técnicas, a máscara faz com que o ator encontre a palavra no corpo, em partes que nunca falaram, para atuar. Isso ficou evidente na explanação do Venício Fonseca e na encenação da Érica Rettl.

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Leticia Abreu editor